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9 de Setembro, 2026 13:32

Portugal: 2025 já é o verão mais mortífero da última década

Bruno Horta – 26/09/2025

Desde 2014 que não morriam tantas pessoas entre 10 e 15 de agosto. Ondas de calor são consideradas causas principais. Mas a sobrecarga dos sistemas de saúde e a sua falta de qualidade também podem ter influência.

Ainda é cedo para os especialistas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) fazerem uma qualificação do que se está a passar, mas parece seguro que os números negros do excesso de mortalidade neste verão representam um fenómeno inédito em Portugal. Entre 27 de julho e 15 de agosto morreram 1.311 pessoas acima do esperado, o que dá um excesso de mortalidade de 25%, segundo dados do INSA e da Direção-Geral da Saúde, com base nos certificados de óbito emitidos.

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2025 já é o verão mais mortífero da última década

2025 já é o verão mais mortífero da última década

Bruno Horta

26/08/2025

08:17


Desde 2014 que não morriam tantas pessoas entre 10 e 15 de agosto. Ondas de calor são consideradas causas principais. Mas a sobrecarga dos sistemas de saúde e a sua falta de qualidade também podem ter influência.


Ainda é cedo para os especialistas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) fazerem uma qualificação do que se está a passar, mas parece seguro que os números negros do excesso de mortalidade neste verão representam um fenómeno inédito em Portugal. Entre 27 de julho e 15 de agosto morreram 1.311 pessoas acima do esperado, o que dá um excesso de mortalidade de 25%, segundo dados do INSA e da Direção-Geral da Saúde, com base nos certificados de óbito emitidos.

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Comparando os valores absolutos de óbitos de 2025 com os de 2014 a 2024, verifica-se que entre 10 e 15 de agosto morreram mais pessoas do que em igual período de todos aqueles anos anteriores. O número que salta mais à vista é o do dia 11 de agosto, em que perderam a vida 347 pessoas em 2025, 315 em 2024, 303 em 2020 e 245 em 2014.

Outra comparação possível é com os anos anteriores à pandemia, de 2014 a 2019. Aí vemos que nos meses de julho e agosto muito raramente se morria tanto quanto em 2025 – com exceção dos dias 5 e 6 de agosto de 2018, em que houve 508 e 495 óbitos, que correspondem às cifras mais elevadas da última década.

O excesso de mortalidade no verão coincide com temperaturas extremamente elevadas durante vários dias seguidos. São frequentes as insolações e golpes de calor, e ainda a descompensação de doenças crónicas, segundo os médicos.

Ler artigo completo em:

https://ionline.sapo.pt/2025/08/26/2025-ja-e-o-verao-mais-mortifero-da-ultima-decada/

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