Não é uma coincidência o facto de a Reserva Federal dos EUA ter sido criada pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, sugeriu Richard Werner.
Emily Mangiaracina – 05/08/2025
O economista de renome mundial Richard Werner disse recentemente a Tucker Carlson que financiar guerras é um dos principais objectivos dos bancos centrais, incluindo o Banco de Inglaterra e a Reserva Federal dos EUA.
“A banca central e a guerra estão intimamente ligadas”, disse Werner, um autor de best-sellers, durante uma extensa entrevista com Carlson sobre os danos das práticas bancárias modernas. Werner citou como exemplos dois dos bancos centrais mais importantes do mundo: o banco central da Inglaterra e o dos Estados Unidos.
Werner salientou que o Banco de Inglaterra, o segundo banco central mais antigo do mundo, foi criado com o objetivo de emprestar dinheiro ao governo para fazer a guerra, como se afirma no seu documento fundador. De facto, a Lei do Banco de Inglaterra de 1694 refere-se aos fundos necessários para continuar a “guerra contra a França”. O plano não terá sido “bem recebido”, em parte porque se esperava uma “paz imediata” após as últimas batalhas da Guerra dos Nove Anos, durante as quais a Marinha Real Britânica foi derrotada pela Marinha Francesa.
Werner disse a Carlson que os actores por detrás do atual banco central dos EUA – a chamada Reserva Federal – tinham aspirações semelhantes e sugeriu que não foi uma coincidência o facto de ter havido uma “pressa” para criar a Reserva Federal em 1914. A Reserva Federal foi criada em 23 de dezembro de 1913 e a Primeira Guerra Mundial rebentou cerca de sete meses depois.
The Shocking Link Between Central Banks and Mass Death – Finally Explained pic.twitter.com/I5L87pLehq
— Tucker Carlson Network (@TCNetwork) July 29, 2025
É interessante notar que, como Werner salientou, a força motriz “chave” por detrás da Reserva Federal foi Paul Warburg (também descrito como o seu “cérebro”), que era irmão de Max Warburg, diretor do banco central alemão, o Reichsbank. O próprio Paul Warburg era influente nos dois continentes: Enquanto continuava a ser um dos principais membros da empresa de banca de investimento M.M. Warburg and Company de Hamburgo e Amesterdão, Paul adquiriu participações na empresa de banca de investimento nova-iorquina Kuh, Loeb & Company.
De acordo com Werner, a influência do seu irmão Max na Alemanha manteve-se durante décadas, uma vez que “assinou a proposta de Hitler para a direção” do banco central alemão na década de 1930.
Carlson mostrou-se surpreendido com o facto de os irmãos Warburg estarem envolvidos nos bancos centrais dos EUA e da Alemanha, respetivamente, mesmo quando estes países estavam em guerra entre si. A sugestão de que a criação da Reserva Federal visava, pelo menos em grande parte, o financiamento da Primeira Guerra Mundial é explosiva, uma vez que as narrativas históricas excluem, na sua esmagadora maioria, qualquer menção a essa ligação.
Há algumas excepções. No seu livro The Creature from Jekyll Island: A Second Look at the Federal Reserve, G. Edward Griffin também afirma que a Reserva Federal, e os bancos centrais em geral, são fundamentais para travar a guerra. Na sua descrição da mentalidade dos banqueiros centrais, Griffin escreve: “Tudo o que é necessário, portanto, para assegurar que um governo mantenha ou expanda a sua dívida é envolvê-lo numa guerra ou na ameaça de guerra. Quanto maior for a ameaça e quanto mais destrutiva for a guerra, maior será a necessidade de endividamento.”
A Primeira Guerra Mundial foi, portanto, uma “bonança” para os banqueiros, segundo o autor Tedd Flynn. No seu livro Hope of the Wicked, Flynn salienta que “as despesas da guerra significavam que o governo tinha de pedir dinheiro emprestado aos banqueiros que tinham acabado de assumir o controlo do nosso sistema monetário a altas taxas de juro”.
Segundo Werner, o financiamento das guerras não é o único meio de lucro e controlo dos bancos centrais. Eles viabilizam toda a sua operação de crédito imprimindo dinheiro do nada, sem nenhum ativo duro para o apoiar; financiam os países em desenvolvimento a taxas insustentáveis, deixando-os endividados e depois controlados pelos bancos; e encorajam quebras financeiras em vários países para permitir que os investidores ocidentais comprem os seus activos a baixo preço.
Werner disse a Carlson que, no seu livro Princes of the Yen, explica como o Banco do Japão, com o incentivo dos EUA e da Reserva Federal “em particular”, “criou propositadamente a bolha de activos dos anos 80”, a fim de desencadear uma recessão no Japão. Os actores ocidentais poderiam então comprar os activos japoneses “a preços muito baixos”.
O economista afirmou que, de facto, a promoção e a exploração de crises financeiras é um padrão que se repete noutros países de Leste, como a Tailândia.
Quando Werner estava a ser entrevistado sobre o seu livro no Japão, onde foi um bestseller número um, deparou-se com a censura em programas de televisão e revistas de grande visibilidade. Contou a Carlson que, de repente, recebia telefonemas desses meios de comunicação a explicar que o seu maior anunciante tinha dito que ele não podia aparecer no seu programa. A ordem teria sido dada a esses anunciantes pelo seu banco, que, por sua vez, recebia ordens do seu banco central.
“É assim que funciona a cadeia de comando”, comenta Werner.
Antes de autorizar uma tradução para inglês de Princes of the Yen, Werner soube que uma estava a circular em Washington, D.C. Algum tempo depois, recebeu um telefonema da embaixada dos EUA no Japão informando-o de que um membro sénior do Departamento de Estado dos EUA planeava visitá-lo em Tóquio.
Aquando do encontro, a mensagem principal era: “A CIA está a observá-lo”, disse ele a Carlson.
“Eu tinha revelado qual era o meio mais poderoso para o crescimento económico e a prosperidade ou para a organização de ciclos de expansão e recessão”, explicou Werner. “E eu estava a dizer nomes.”
“Depois dessa visita, todas as editoras americanas enviaram cartas educadas recusando o meu livro”, continuou, apesar de o livro falar dos EUA e de uma conversa notável com o antigo presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan.
“Com base nesse encontro e nalgumas análises, concluí que, na verdade, a Reserva Federal está no bom caminho (…) para criar a maior bolha de activos da história”, disse Werner.
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