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14 de Janeiro, 2026 17:12

O relato comovente da mãe de Santino Godoy, o menino que participou de um anúncio nacional sobre vacinação e morreu de pneumonia bilateral.

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A mãe da criança denuncia negligência por parte da equipa médica do Hospital Municipal Dr. Raúl F. Larcade, em San Miguel.

10/11/2022

Em meio à comoção pela morte de Santino Godoy Blanco, um menino de 4 anos que faleceu devido a uma pneumonia bilateral, a mãe da criança denunciou o Hospital Municipal Dr. Raúl F. Larcade, de San Miguel, por negligência no diagnóstico e atendimento ao seu filho. «Tive que correr com Santino nos braços porque ele estava a morrer nos meus braços», disse ela.

«A única coisa que me diziam era que Santino não saía do estado de paralisação, fizeram tudo devagar», denunciou Agustina Blanco em conversa com a LN+, sobre o tratamento e assistência que o seu filho recebeu no Hospital Municipal Dr. Raúl F. Larcade, em San Miguel.

A família denuncia que no hospital da localidade de San Miguel, na província de Buenos Aires, receberam dois diagnósticos prévios errados que atrasaram o tratamento adequado da infecção pulmonar que causou a morte da criança.

Em lágrimas, a mãe da criança relatou à LN+ a sequência dos acontecimentos que se iniciaram na quarta-feira passada, quando o seu filho começou a ter febre.

«Fui ao hospital porque me chamou muito a atenção o facto de a febre não baixar e a enfermeira que me atendeu disse-me que ia colocar compressas para baixar a febre, mas que naquele momento não iria ser atendido por um médico», contou a mulher, explicando que o seu filho estava a fazer um tratamento prévio para broncoespasmo, com um inalador à noite e outro de manhã, e era tratado por uma pneumologista.

«Mas o Santino estava a melhorar, o seu último episódio tinha sido em julho. Na verdade, agora, em dezembro, a sua medicação estava a ser reduzida. Contei isto à enfermeira e disse-lhe que, devido ao quadro clínico do Santino e ao seu historial médico, eu não iria embora até que um médico o examinasse», esclareceu a mãe.

“Duas horas depois, uma médica veio e disse que ele tinha um quadro viral e que era laringite, que poderia causar febre alta por 5 a 7 dias por ser um quadro viral”, relatou Blanco.

A mulher contou que voltou com o filho para casa, mas que Santino continuava com febre e não retinha os medicamentos que lhe tinham sido prescritos. Depois disso, algumas horas mais tarde, teve de voltar ao hospital e, nesta nova consulta, injetaram-lhe dois medicamentos.

No entanto, Santino não melhorava e a mãe pediu uma análise ao sangue, uma vez que o menino já tinha uma via no braço. «Apareceu outra médica e disse-me que em casos virais não se faziam análises ao sangue e que era uma gastroenterocolite: outro diagnóstico», explicou Blanco.

No hospital, a pediatra descartou meningite e auscultou-o. «Ela disse-me que ele tinha broncoespasmo, que ouvia ruídos por todo o lado. Eu disse-lhe que tinha medido a saturação dele em casa antes de sair e que estava baixa. Ela chamou a enfermeira e indicou que lhe dessem oxigénio e inaladores. Passaram-se 10 minutos e ninguém apareceu», precisou a mãe, hoje cedo, em conversa com a Rádio Mitre.

Vinte minutos depois da hora em que disseram que o iriam examinar, o menino estava pior, tentava tirar a máscara de oxigénio e dar beijos à mãe, mas já quase sem falar. “A médica me disse que ele estava pior e que iria repetir urgentemente a série de oxigénio e inalações. A enfermeira chegou com três saturaímetros; nenhum deles funcionava. Santi já estava mais frio. Eu disse à médica para, por favor, fazerem alguma coisa”, afirmou a mulher.

Depois disso, a mãe explicou ao LN+ que teve de levar o filho nos braços para a sala de choque, onde os médicos tentaram reanimá-lo durante uma hora e meia. «Depois soube que a terapia estava vazia, que não havia nenhum caso mais grave», revelou a mulher inconsolável. E concluiu: «Podiam tê-lo levado para Santino e não o levaram».

Na autópsia, de acordo com um primeiro relatório, foi determinado que Santino tinha «pneumonia bilateral». Ainda não foi identificado o agente infeccioso que causou a doença, conforme indicado ao LA NACION, e aguarda-se o relatório final do médico legista.

No hospital, segundo fontes oficiais consultadas pelo jornal LA NACIÓN, está em curso uma investigação administrativa para determinar como foi o atendimento prestado ao menor e apurar responsabilidades. Segundo foi especificado, «as pessoas envolvidas foram preventivamente afastadas dos seus cargos». Trata-se de médicos e enfermeiros que estiveram com Santino durante as consultas e a internação, conforme também foi revelado pelas informações fornecidas pela família durante as reuniões com funcionários de San Miguel.

Paralelamente, a investigação judicial avança. A denúncia foi encaminhada à UFI de Flagrancia e Julgamento nº 22 da localidade de Malvinas Argentinas.

Spot publicitário

Noutra parte da entrevista, a mãe comentou que, no mês passado, Santino tinha gravado um spot oficial da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e o sarampo. Segundo a mãe, a campanha publicitária foi divulgada há alguns dias e, há duas semanas, ela recebeu o pagamento pela participação do filho. «Santino estava feliz porque fomos comprar roupas e brinquedos», revelou a mulher.

O menino chegou a participar do comercial graças a um anúncio no Instagram lançado pela agência de publicidade responsável pela convocação das crianças. Segundo Blanco contou ao LA NACIÓN, ele enviou as fotos de Santino para a busca que havia sido lançada no Instagram. «Acontece que era para a campanha de vacinação», disse ele.

lanacion.com.ar/sociedad/el-desgarrador-relato-de-la-mama-de-santino-godoy-el-nene-que-participo-de-un-spot-nacional-de-nid10112022/

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