Lucas 2: 4 E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),
5 A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6 E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.
7 E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
8 Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.
9 E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
10 E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
11 Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
12 E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.
13 E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:
14 Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.
15 E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.
16 E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura.
17 E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;
18 E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.
Não havia lugar na estalagem
Interpretações espirituais (metafóricas)
· Distração mundana: A pousada lotada representa um mundo preocupado com os seus próprios assuntos (o recenseamento), incapaz de reconhecer ou acolher o Messias, destacando como a nossa própria ocupação, agendas e ambições podem não deixar espaço para Cristo.
· Corações fechados: simboliza o nosso próprio estado espiritual, em que podemos não ter «vagas» nos nossos corações devido a outros ídolos, ansiedades ou desejos, perdendo assim a bênção da presença de Deus.
• Um apelo para abrir espaço: a história serve como um desafio para limpar intencionalmente o «lixo» interno e criar espaço nas nossas almas para Deus, aceitando a Sua graça e amor.
Notícia dada aos pastores
O amor tende a tornar-se semelhante à pessoa amada; na verdade, deseja até tornar-se um com a pessoa amada. Deus amou o homem indigno. Ele quis tornar-se um com ele, e isso foi a Encarnação. Certa noite, sobre a quietude da brisa do entardecer, sobre as colinas brancas de calcário de Belém, ouviu-se um grito, um grito suave. O mar não ouviu o grito, pois o mar estava cheio da sua própria voz. A terra não ouviu o grito, pois a terra dormia. Os grandes homens da terra não ouviram o grito, pois não conseguiam compreender como uma criança poderia ser maior do que um homem. Os reis da terra não ouviram o grito, pois não conseguiam compreender como um Rei poderia nascer num estábulo. Havia apenas duas classes de homens que ouviram o grito naquela noite: os pastores e os sábios. Pastores: aqueles que sabem que nada sabem. Sábios: aqueles que sabem que não sabem tudo. GLY 73;
https://www.catholicculture.org/culture/library/view.cfm?recnum=3784
“E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.” (v. 15).
O capítulo 2 de Lucas nos conta sobre outro encontro entre o céu e a terra — anjos visitando pastores que cuidavam dos seus rebanhos nos campos (vv9–12). A boa notícia do nascimento de Jesus não era apenas para os sábios, era para todas as pessoas — pessoas que realizavam trabalhos cotidianos, como os pastores. Lucas conta-nos que, depois que os anjos os deixaram, eles quiseram procurar Jesus por conta própria, «para irem a Belém e verem o que havia acontecido» (v. 15). No entanto, quando os pastores encontraram Jesus, eles não guardaram essa grande notícia para si mesmos, mas «divulgaram o que lhes havia sido dito sobre aquele menino» (v. 17).
Que Jesus nunca seja o segredo mais bem guardado de nossas vidas. EDWJ 221208




