Maria Afonso Peixoto – 26/09/2025
Aquilo que muitos já tinham denunciado foi esta semana confirmado pela própria Google: a gigante tecnológica assumiu ter cedido à pressão política da Administração Biden, tendo censurado conteúdos no YouTube por divergirem da narrativa oficial sobre a covid-19 ou as eleições de 2020. Agora, a empresa caracteriza essa intervenção como “inaceitável” e garante o regresso das contas eliminadas. A Google mostra-se ainda preocupada com as possíveis restrições de direitos à liberdade de expressão e ao acesso à informação que podem resultar do Digital Services Act da União Europeia (UE).
A Google admitiu, esta semana, ter censurado conteúdos e contas do Youtube a pedido da Administração de Joe Biden, apenas por terem difundido opiniões divergentes sobre a crise da covid-19 e as eleições norte-americanas de 2020, em que Donald Trump saiu derrotado. A empresa adianta, no entanto, que as contas que foram apagadas poderão agora ser reactivadas.
As declarações, enviadas numa carta à Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes, vieram confirmar aquilo que muitos já tinham sentido na pele nos últimos anos: sob o pretexto do combate à desinformação, milhares de pessoas tiveram as suas publicações eliminadas, ou perderam mesmo as suas contas na plataforma.
“Altos funcionários da Administração Biden, incluindo funcionários da Casa Branca, conduziram contactos repetidos e sustentados com a Alphabet e pressionaram a empresa relativamente a certos conteúdos gerados por utilizadores, relacionados com a pandemia de COVID-19 que não violavam as suas políticas”.
No documento, a que a Fow News teve acesso, o representante legal da Alphabet (empresa-mãe da Google e do YouTube) acrescentou ainda que a última Administração “criou uma atmosfera política que procurou influenciar as acções das plataformas com base nas suas preocupações com a desinformação”.
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