“Se a Arábia Saudita decidir juntar-se aos inimigos da América aqui e começar a negociar o petróleo em diferentes moedas”, o resultado será “uma implosão completa do sistema económico mundial, mas certamente, a implosão do sistema económico americano”, disse Monica Crowley.
Uma ex-secretário adjunto do Departamento de Tesouro dos EUA soou um alarme, a avisar que, se a Arábia Saudita começar a negociar o petróleo em moedas diferentes do dólar americano, os resultados incluiriam uma “implosão completa” do sistema económico americano e mundial, uma “inflação furiosa”, o “fim do dólar americano” e “a perda de sua liberdade económica individual”.
“Eles estão a preparar isto para que depois possam vir em auxílio com a introdução de moedas digitais emitidas pelo banco central”, disse Monica Crowley, que serviu durante o governo de Trump. Tal desenvolvimento significaria que “o governo terá total acesso e controlo de tudo que compras e vendes e a capacidade de desativar tudo de repente”, disse ela, estalando os dedos.
Apresentando o tópico da entrevista no programa Fox and Friends Weekend, o apresentador da Fox News, Will Cain, comentou sobre a parceria fortalecida entre a Rússia e a China, com a primeira, a comprometer-se a fazer mais transações internacionais em yuan chinês, em vez do dólar americano, que tem sido a moeda de reserva mundial por muitas décadas.
Além disso, a China é reconhecida por ajudar a intermediar, com sucesso, um acordo de paz entre o Irão e a Arábia Saudita, no início deste mês, o que um comentarista chamou de um “golpe de mestre diplomático, que contrasta os EUA como um guerreiro, com a China como um pacificador”.
Com esse relacionamento fortalecido com a China, Cain explicou, como o Irão e a Arábia Saudita também estavam a considerar ingressar na aliança económica do BRICS com o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e África do Sul.
“O que acontecerá se essas economias emergentes se afastarem do dólar americano em direção ao yuan chinês?” Cain perguntou a Crowley.
“É muito difícil enfatizar o suficiente o quão catastrófico seria abandonar o dólar americano como moeda de reserva mundial”, afirmou a ex-funcionária de Trump.
Como o dólar americano não é mais apoiado por nenhum ativo tangível, como o ouro, sua força reside no “poder económico dos Estados Unidos e no facto de que, o petróleo sempre foi negociado em dólares. Se isso acabasse, significaria o fim do dólar americano”, disse.
Crowley, antiga colaboradora da Fox News, explicou como os funcionários do governo dos EUA abusaram do privilégio de ter a moeda de reserva mundial, com “uma política monetária e fiscal totalmente imprudente… a imprimir dinheiro como loucos”, especialmente, “nos últimos dois anos, o que realmente desvalorizou o dólar.”
“Agora, além disso, temos essa perfeita tempestade da fraqueza de Biden, a sua guerra contra a produção de energia interna americana, a guerra da Ucrânia e, como destacaste, por causa de todas essas coisas, temos os inimigos da América, liderados pela China, a formar um novo bloco económico”, explicou.
Nesta altura, “se a Arábia Saudita decidir juntar-se aos inimigos da América aqui e começar a negociar petróleo em diferentes moedas, isso vai enfraquecer todo o sistema económico mundial”, disse ela, indicando que isso afetaria drasticamente a economia americana.
“Se isso acontecesse, estarias a olhar para uma inflação elevadíssima, simplesmente uma inflação furiosa do tipo República de Weimar. Se achas que a inflação está má agora, espera um pouco. Mas mais importante, perderíamos o nosso domínio económico e perderíamos o nosso status de superpotência”, ela disse.
O domínio do sistema económico dos EUA e sua influência no comércio impactaram a vida dos americanos ao manter os preços baixos, explicou Crowley. “Portanto, sejam os preços da energia, sejam os preços dos alimentos, todo o sistema económico mundial é dependente desse dólar seguro e protegido”.
Assim, se o “eixo” das vendas de petróleo em dólares for removido, isso significará “uma inflação furiosa, muito pior do que qualquer coisa que já experimentamos” nos Estados Unidos.
“E digo-vos que, eles estão a preparar isso para que depois possam vir em auxílio, a introduzir moedas digitais emitidas pelo banco central. Se fizessem isso, e os Estados Unidos já tivessem um programa piloto, isso significaria a perda da sua liberdade económica individual, porque o governo teria acesso e controlo total de tudo que compras e vendes e a capacidade de [imediatamente] desativar tudo.”
LifeSiteNews, 28 de março de 2023




