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10 de Agosto, 2026 02:07

Decisão do TIJ sobre o clima poderá obrigar os países a aderir aos acordos da OMS sobre pandemias, alerta especialista


28/07/2026 – Cassie B. – naturalnews.com


  • O cumprimento do tratado da OMS sobre pandemias poderá ser imposto a países não signatários com base num precedente de uma decisão do TIJ de 2025 sobre o clima, alerta um antigo funcionário da ONU.
  • O parecer do TIJ, que concluiu que todos os Estados têm obrigações vinculativas de prevenir danos ambientais, poderá aplicar-se às obrigações em matéria de saúde global.
  • Especialistas jurídicos argumentam que esta lógica poderá pressionar os países que optaram por não aderir aos acordos da OMS sobre pandemias a cumpri-los na mesma.
  • O Acordo sobre Pandemias da OMS foi adotado a 20 de maio com 124 votos a favor, mas 11 abstenções, num contexto de controvérsias sobre soberania e procedimentos.
  • A formulação do relator especial da ONU que criminaliza a desinformação climática poderá ser utilizada para restringir a dissidência em matéria de pandemias e a liberdade de expressão.

O precedente jurídico internacional estabelecido por um parecer consultivo do Tribunal Internacional de Justiça de 2025 sobre a responsabilidade climática poderá ser utilizado para pressionar os países a cumprirem os acordos da Organização Mundial de Saúde relativos a pandemias, mesmo que nunca os tenham assinado, segundo um antigo secretário-geral adjunto das Nações Unidas.

O professor Ramesh Thakur, da Universidade Nacional Australiana, defende que a conclusão central do TIJ — de que os Estados têm obrigações vinculativas de prevenir danos ambientais, independentemente dos tratados a que tenham aderido — estabelece um modelo jurídico que poderia aplicar-se com igual facilidade à política de saúde global. O acórdão, emitido em resposta a um pedido da Assembleia Geral das Nações Unidas de 2023, determinou que os Estados que não previnam danos ambientais podem ser responsabilizados pela reparação aos afetados.

Thakur adverte que esta lógica poderá alargar-se aos acordos relativos a pandemias, obrigando potencialmente ao cumprimento as nações que optaram por não aderir ao Regulamento Sanitário Internacional alterado da OMS e ao seu Acordo sobre Pandemias, recentemente adotado e aprovado por 124 países a 20 de maio.


Um precedente preocupante para a soberania sanitária

O raciocínio de Thakur centra-se na forma como o TIJ justificou a sua decisão: o tribunal considerou que os efeitos das alterações climáticas ameaçam uma série de direitos humanos, incluindo o direito à saúde, e que o dever daí resultante de prevenir danos vincula todos os Estados, mesmo aqueles que nunca aderiram a um tratado climático. Thakur defende que a mesma lógica poderia ser aplicada às pandemias, permitindo que os ativistas procurassem obter um futuro parecer da CIJ sustentando que a saúde de nenhum país está segura a menos que a de todos os países o esteja — e que, por conseguinte, as nações não signatárias têm o mesmo dever de cumprimento legal que aquelas que aderiram ao tratado.


Alargar o modelo do clima à saúde

Thakur traça um paralelo entre as duas crises, argumentando que tanto as respostas à COVID-19 como às alterações climáticas foram impulsionadas por previsões baseadas em modelos e alegações de autoridade científica que se transformaram em cruzadas morais, expandindo o poder do Estado em detrimento da liberdade individual e empresarial. Ele escreve que esta dinâmica gerou ataques a especialistas e críticos dissidentes, que foram ignorados em nome da proteção de um suposto consenso científico.

Thakur cita o enviado especial para o clima de Vanuatu, Ralph Regenvanu, que afirmou que a decisão do TIJ afastará a diplomacia climática dos compromissos voluntários de emissões e a encaminhará para obrigações legais vinculativas — uma mudança que, na opinião de Thakur, encorajará os tribunais simpáticos ao ativismo climático e poderá ter o mesmo efeito nas políticas relativas à pandemia.


Uma votação contestada e objeções já conhecidas

O Acordo sobre Pandemias da OMS foi adotado a 20 de maio com 124 votos a favor, nenhum contra e 11 abstenções, incluindo a Polónia, a Rússia, a Itália, o Irão e a Eslováquia. Os Estados Unidos, que iniciaram o processo de saída da OMS, estavam entre os 46 países ausentes na votação. A votação propriamente dita foi realizada por levantamento de mãos, em vez de votação por cédula registada, e a contagem oficial tem sido contestada: a contagem do presidente tratou os países que se abstiveram como se tivessem votado a favor, uma discrepância que, segundo os críticos, sublinha a opacidade do processo.

O acordo inclui disposições relativas à partilha de amostras de agentes patogénicos, quadros de distribuição de vacinas, sistemas de vigilância internacional, cumprimento das declarações de emergência da OMS e sistemas digitais de certificação de saúde.

Os críticos, incluindo as 11 nações que se abstiveram, citaram a perda de soberania nacional, a linguagem jurídica pouco clara e o risco de órgãos não eleitos ditarem políticas, de acordo com reportagens do The Exposé. Thakur acrescenta que a erosão da confiança pública nas instituições desde a COVID-19 tem alimentado um apoio crescente a partidos de direita que se opõem à invasão globalista da soberania nacional.


Implicações para a liberdade de expressão e a dissidência

Thakur refere-se a um relatório apresentado pela Relatora Especial da ONU para os direitos humanos e as alterações climáticas, Elisa Morgera, ao Conselho dos Direitos Humanos em 30 de junho de 2025, que apelava à criminalização de quem divulgasse informação errada e desinformação sobre as alterações climáticas — uma formulação que, segundo ele, poderia facilmente ser aplicada à dissidência em relação à pandemia.

Ele argumenta que o raciocínio do TIJ estabelece as bases para a responsabilização individual e restrições à liberdade de expressão que poderiam aplicar-se igualmente às políticas relacionadas com a pandemia, uma vez que se aplicaria a mesma pressão para cumprir as orientações internacionais em matéria de saúde.

Thakur conclui observando que nada na experiência da COVID-19 lhe dá confiança de que os líderes políticos resistam às recomendações da OMS caso seja apresentado um processo judicial semelhante.


As fontes para este artigo incluem:

WattsUpWithThat.com

Heritage.org

Expose-News.com


naturalnews.com/2026-07-28-icj-climate-ruling-nations-who-pandemic-accords.html

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