notícias:

17 de Fevereiro, 2026 20:36

China injeta US$ 500 milhões na OMS; EUA acusam organização de ceder à “pressão política”

0 0 votos
Classificar o artigo

Baseado o artigo de Isabella de Paula com Agência EFE – 20/05/2025 – Gazeta do Povo

Na reunião anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, a China anunciou uma injeção adicional de 500 milhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos para reforçar o financiamento da agência. A participação foi apresentada pelo vice-primeiro-ministro chinês, Liu Guizhong, como uma contribuição destinada a:

  • Assegurar a “independência e a profissionalismo” da OMS, mantendo-se fiel ao seu mandato “científico”.
  • Fortalecer a cooperação multilateral face ao crescente “impacto do unilateralismo” no cenário internacional.
  • Preparar o mundo para futuras crises sanitárias, mediante o novo tratado global de prevenção e resposta a pandemias, recentemente parcialmente adotado pelos Estados-membros.

No biénio 2024–2025, os Estados Unidos foram até então o maior financiador da OMS, com mais de 700 milhões de dólares – montante que representava mais de 10% do orçamento total da agência. Em contraste, a contribuição chinesa para esse mesmo período rondou os 200 milhões de dólares. Com o anúncio, Pequim pretende colmatar parte da vaga financeira deixada pela saída americana, reforçando a resiliência da OMS.

Liu Guizhong aproveitou ainda para exaltar as medidas adotadas pela China no combate à covid-19, sublinhando que o país “foi responsável e construtivo” desde o surgimento dos primeiros casos, no final de 2019. Segundo ele, o sucesso da resposta chinesa demonstra que as críticas dirigidas a Pequim e à própria OMS se revelaram infundadas.

Todavia, nem todos os participantes acolheram o gesto com naturalidade. Durante a mesma assembleia, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., interveio por vídeo para acusar a OMS de ceder à “pressão política” da China e de falhar em garantir transparência e justiça na sua administração. A tensão reflete o embate entre duas visões de governação global em saúde: a de apoio reforçado a organizações multilaterais e a de reticência quanto à influência de grandes potências no seu funcionamento.

Poderá ler o artigo completo aqui.

0 0 votos
Classificar o artigo
Inscreva-se
Notificar de

0 Comentários
Mais antigo
Mais recentes Mais votados
Feedbacks em linha
Ver todos os comentários
Em Manutenção

2025 – Acordem.pt – Todos os direitos reservados

Mostrar botões
Esconder botões
0
Gostaríamos muito de saber a sua opinião, por favor, comente.x