Gábor Pósfai afirmou que a Hungria, na sua forma atual, continua a rejeitar o pacto sobre migração da União Europeia.
mandiner – 16 de junho, 2026
A Hungria continua a rejeitar, na sua forma atual, o Pacto sobre Migração da União Europeia, por isso não elaborou um plano de execução nacional e não tenciona apresentar tal plano no futuro – declarou o Ministro do Interior na sessão de segunda-feira da Comissão dos Assuntos Europeus da Assembleia Nacional, onde o político foi ouvido sobre os acontecimentos da reunião do Conselho «Justiça e Assuntos Internos» da União Europeia, realizada no Luxemburgo.
Gábor Pósfai informou que, dos pilares de solidariedade previstos no pacto — a repartição por quotas, a compensação financeira e a assistência técnica — a Hungria considera aceitável apenas a assistência técnica.
Para tal, porém, é necessária a aprovação do país que enfrenta a migração em massa e que possa necessitar de ajuda. Sobre este assunto, realizaram-se discussões preliminares e exploratórias, bem como consultas bilaterais na reunião do Conselho, mas não se chegou a qualquer acordo a este respeito – acrescentou o ministro.
Afirmou que, na reunião, onde também foi discutida a situação do espaço Schengen, houve uma consulta bilateral com o ministro do Interior austríaco, tendo em conta que a Hungria se opõe à manutenção dos controlos nas fronteiras internas.
Em conjunto, sugeriram que, a médio prazo, o controlo de fronteiras possa ser substituído por um sistema em que as autoridades de Interior austríacas e húngaras, em cooperação, não controlem diretamente a fronteira, mas realizem controlos na região fronteiriça.
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