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John-Henry Westen: Talvez tenham ouvido o rumor de que, além dos confinamentos devido à Covid por que acabámos de passar, e que ainda bem que acabaram, avizinham-se novos confinamentos, confinamentos climáticos. O quê?! Isso soa a teoria da conspiração. O que é que os confinamentos têm que ver com as alterações climáticas? É um disparate, certo? Infelizmente, não. Oiçam isto. O nosso convidado, Marc Morano, tem provas de que isto irá acontecer. É o autor de “The Great Reset: Global Elites and the Permanent Lockdown”, é fundador da ClimateDepot.com, é muito versado e é presença assídua no programa de Tucker. Aliás, ele tem pouco tempo. Vamos passar já à entrevista. Convosco, Marc Morano, no “The John-Henry Westen Show”. Fiquem connosco. LIFESITE Apresenta THE JOHN-HENRY WESTEN SHOW
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Marc Morano: Eu é que agradeço.
Confinamentos climáticos
JHW: Sei que é muito ocupado, tem ido ao programa do Tucker e a muitos outros lados, assim que acabar aqui, vai para outra entrevista. Vamos então diretos ao assunto. Temos falado muito dos confinamentos, sentimo-los na pele, com os últimos dois anos e meio terríveis. Mas fala-se de mais confinamentos, desta vez associados ao clima. É algo que antevê, de que se trata?
MM: Sim, aliás, dedico dois capítulos do meu livro, “The Great Reset”, precisamente a esta associação Covid-clima. E falam disto muito abertamente. Em março de 2020, confinámos pessoas saudáveis, algo sem precedentes, e “confinar” é um termo prisional. Foi algo nunca antes feito numa sociedade livre, nunca tal foi recomendado, só aconteceu porque fomos atrás do que a China fez. Basicamente, os ativistas do clima começaram por ter inveja. Começaram por ficar chateados por tudo aquilo estar a acontecer por causa do clima. Depois, ultrapassaram essa inveja e quiseram copiar o modelo. Disseram mesmo coisas como: “Se podemos parar o mundo por causa de um vírus, podemos fazer o mesmo pelo clima.” John Kerry, o enviado para o clima, chegou mesmo a dizer que o paralelismo entre a Covid e o clima era evidente. Portanto, isso enviou um sinal para todos de que, se era possível fazer isto por causa da Covid, iriam começar a fazê-lo com a desculpa do clima. E vimos isso acontecer. Quando digo que estava a acontecer, refiro-me a ter sido publicado em 230 publicações médicas. A faculdade de Medicina de Harvard está por detrás disto, bem como a revista “Nature”, a publicação científica de maior prestígio do mundo. Agora, todos surgem com estudos segundo os quais a inação perante as alterações climáticas irá conduzir a mais vírus. O que querem dizer com isto, basicamente, é que, se não apoiarmos o New Deal verde ou o Acordo de Paris da ONU, estamos a matar a avozinha, porque vamos estar a criar mais vírus! É uma forma de juntar estes dois temas, porque, durante anos, décadas, a questão climática marcou passo. Mesmo quando Obama tinha grandes maiorias na Câmara e no Senado, não conseguiu aprovar legislação climática. Foi por isso que contornou a democracia e promoveu a sionização dos EUA, recorrendo a ordens executivas, tal como Biden. Mas, essencialmente, estamos a ver estas publicações médicas, a Agência Internacional da Energia, um professor financiado por Gates-Soros a dizerem que, depois do confinamento devido à Covid, temos de estar preparados para confinamentos climáticos ou confinamentos energéticos. Mas usam mesmo a expressão “confinamentos climáticos”. Um professor financiado por Bill Gates e George Soros usou essa expressão. Não foi um cético do clima nem outra pessoa. E a ideia fundamental é que podemos ler estes relatórios, onde dizem abertamente que vão usar o “modelo” de confinamento da Covid, o mesmo modelo de resposta à Covid, para o clima. Lembrem-se que as medidas autoritárias da Covid aconteceram porque foi declarada uma emergência e porque todos os governadores e presidentes de Câmara ficaram com poderes ditatoriais de um dia para o outro. Podiam suspender os serviços religiosos, encerrar ginásios, suspender aulas, casamentos, funerais, decretar recolher obrigatório… Mas o Walmart ficou aberto. De alguma forma, isso era seguro. E isto foi feito por burocratas não eleitos. Jane Fonda, a ativista climática, disse: “A Covid foi a dádiva de Deus à Esquerda.” Com isto, ela quis dizer que puderam assim impor a sua agenda sem terem de se preocupar com as “chatices” da democracia. As forças no poder puderam fazer isso com a Covid. O que quero dizer com confinamento climático? A Associated Press, o “The Washington Post”, mais uma vez, meios de comunicação da corrente dominante, dizem agora que Joe Biden está prestes a declarar uma emergência climática nacional que vai conferir-lhe 140 novos poderes executivos.
Emergência climática
Através de todos estes relatórios, já sabemos o que querem fazer. Querem começar a limitar as deslocações de carro, as viagens de avião uma vez a cada três anos. Dizem abertamente que, perante a declaração de emergência climática, precisamos de uma justificação moral para andar de avião. Não podemos simplesmente viajar de avião para ir de férias, porque isso é imoral, na opinião deles. Falam abertamente em restrições energéticas. Já estão a acontecer no Colorado. As pessoas querem o ar condicionado mais frio, durante a onda de calor, mas o termóstato está controlado, porque há uma “emergência energética”. A Califórnia está a proibir os veículos a gasolina, numa medida cujo objetivo é criar o caos automobilístico, criar escassez de carros, como em Cuba ou na Alemanha de Leste, onde tinham de esperar cinco anos pelo miserável Trabant, o carro-símbolo do governo da Alemanha de Leste. Era preciso esperar cinco anos. Vamos ter a mesma situação agora, nos Estados Unidos, em lista de espera para os carros elétricos e proibidos de comprar veículos a gasolina. Portanto, é isto que temos numa emergência climática. Aqui, a palavra-chave é “emergência”. As pessoas não vão votar para deixarem de comer carne, não vão votar para deixarem de conduzir veículos a gasolina, não vão votar para serem obrigadas a vacinar-se, para ficarem confinadas ou para encerrarem igrejas. Todas estas medidas são-nos impostas. Foi por isso que Jane Fonda disse que era a dádiva de Deus para a Esquerda. É isso que pretendem, é isso o “Great Reset”, a negação da democracia, porque, ao abrigo das “emergências”, os governos têm um poder enorme. No meu livro falo da República romana e mostro que, ao longo da História, na Idade Média, até à Alemanha dos anos 30, e até nos EUA, com o Patriot Act, depois de 2001, que instituiu um Estado-polícia contra os nossos cidadãos. E, claro, depois tivemos a Covid e, agora, a emergência climática. É daqui que vêm os grandes abusos dos governos contra os cidadãos. Basicamente, é assim que será uma emergência climática. É uma forma de contornar a democracia com uma emergência falsa engendrada que lhes confira poderes extraordinários para, basicamente, nos imporem o que acham que precisamos. Incrível.
Desindustrialização
JHW: Que raio têm os confinamentos que ver com o clima? De que forma é preciso um confinamento para ajudar o clima? Que sentido é que isso faz?
MM: Bom, no meu livro, mostro que os confinamentos devido à Covid foram, literalmente, uma versão do que, durante décadas, foi pedido no movimento climático. Vou a todas as cimeiras do clima da ONU. Vou à do Egito, este ano, estive na da Escócia o ano passado, estive na de Madrid no ano antes. Há 20 anos que faço isto. A primeira a que fui foi a de 2002, em Joanesburgo, na África do Sul. Nestas cimeiras, há oradores, eventos onde se pede um movimento de decrescimento, ou recessões planeadas. É a expressão exata que usam os ativistas climáticos. Recessões planeadas para combater o aquecimento global. Isso significa que os governos impõem um menor crescimento económico ou forçam uma recessão para reduzir as emissões. Se bem se lembra, para explicar o que tem a Covid que ver com o clima, houve uma redução nas emissões de dióxido de carbono. E houve um elogio generalizado do Secretário-Geral da ONU, dos ativistas climáticos e de políticos de todo o mundo dizendo que essa redução era ótima para o ambiente, que a Natureza estava a regressar à normalidade, os céus estavam límpidos… Estavam em êxtase com os confinamentos devido à Covid. E eis o mais estranho. Em novembro de 2019, a ONU disse que era preciso uma redução de 7% nas emissões de dióxido de carbono em todo o mundo para cumprir os objetivos do Acordo de Paris da ONU. Um ano depois, graças aos confinamentos, houve uma redução de 7% nas emissões de dióxido de carbono. Foi quase a pedido da ONU.
Sete anos antes do confinamento, o secretário-executivo da ONU para o clima, Yvo de Boer, disse: “A única forma de atingirmos os nossos objetivos climáticos é ter uma paragem global da economia.” Portanto, esta ideia de parar a economia era muito bem-vista no movimento climático muito antes da Covid. Portanto, quando houve a pandemia, foi como… “É a nossa solução! Isto resolve o problema da Covid e do clima ao mesmo tempo.” John Kerry disse mesmo que o que se fizesse em resposta à Covid iria ajudar também o clima. Por outras palavras, se viverem num regime autoritário, se viverem controlados pelo governo em todos os aspetos da vossa vida, resolvem problemas como vírus, clima, desigualdades, questões de transexualidade, seja qual for a questãowoke. A questão é que querem ter controlo e usarão todos os meios disponíveis, seja um vírus, clima, qualquer coisa, para invocarem estados de emergência. É o que querem, estados de emergência para contornar a democracia.
Controle da fertilidade
JHW: [10:05] Uma das coisas que surgiram logo no início destas cimeiras do clima, a partir da conferência do Cairo, foi a relação com a sobrepopulação. Que relação é esta e continuam a querer impor o controlo populacional? Qual é o objetivo deles em termos da população mundial?
MM: Querem menos pessoas de cor. Isso é explícito. No meu livro anterior, “Green Fraud”, aprofundo este tema. Al Gore esteve num evento promovido por Bill Gates, com Bill Gates no palco. Isto está também incluído no nosso filme, “Climate Hustle 2”. Gore disse que se prevê que África venha a ter mais pessoas, mais população do que a China e a Índia juntas, em meados do século. Por isso, precisamos do que chamou o controlo generalizado da fertilidade para controlar o número de africanos. Ou seja, temos um político branco e rico do Ocidente, Al Gore, num evento de Bill Gates, a lamentar-se de que haverá demasiados africanos em e a dizer que precisamos de “controlo da fertilidade”, que pode ser tudo, desde contracetivos a aborto e sabe-se lá que mais, nesta altura. A China tem um partido único. Neste momento, estamos a copiar tanto o que a China faz, porque não impor isto também em África? Este é um aspeto importantíssimo. Entrevistei Hans Schellnhuber, o conselheiro alemão para o clima, numa das cimeiras do clima. Ele é uma das pessoas que acreditam que a Terra só tem capacidade para suportar mil milhões de pessoas. Neste momento, temos cerca de sete mil milhões, portanto, ele quer reduzir cerca de seis mil milhões de pessoas. Esse é o objetivo deles a longo prazo, criar falta de recursos, escassez, para ajudar naturalmente a reduzir a população. É esta a situação. É uma grande ideia deste movimento, a ideia de que a Terra não suporta tantas pessoas, as pessoas devoram os recursos, estamos a destruir a Terra e é preciso haver um controlo da fertilidade, para reduzir o número de pessoas. É uma ideia muito importante.
JHW: Só uma nota rápida, antes de voltarmos. Se quiser manter-se a par da cobertura do LifeSite das mais recentes notícias sobre vida, família e cultura, subscreva uma das nossas muitas newsletters indo a lifesitenews.com/subscribe. E se quiser ajudar-nos a levar a cobertura da verdade que fazemos a milhões de pessoas em todo o mundo, pondere fazer um donativo único ou mensal, em give.lifesitenews.com. E voltamos à entrevista.
Como combater esta agenda?
Qual a sua melhor sugestão para combater esta agenda, para devolver a liberdade ao nosso país e ao nosso mundo?
MM: Por acaso, entrevistei Václav Klaus, ex-presidente da República Checa. Ele foi criado no regime comunista, era considerado o principal intelectual anticomunista. Foi alvo de censura e teve imensos problemas com o governo checo, mas acabou por ser bem-sucedido. Mas ele comparou os confinamentos da Covid ao que faziam no regime tirânico soviético do Bloco de Leste. Ele disse que não lhe chamavam “distanciamento social”, mas a ideia era a mesma. Não queriam ajuntamentos de pessoas porque, se o fizessem, as pessoas acabariam por ter ideias de que o governo não gostava, podiam planear manifestações, todo o tipo de coisas. Portanto, a ideia dele, o que ele diz é que a forma de combater este “reset”, estes confinamentos tirânicos e este controlo governamental é com um desafio a todos os níveis. Isto significa desafiar a obrigatoriedade da máscara, desafiar os passaportes vacinais. No livro, falo de forma mais aprofundada sobre o nível mais básico da política, a porta de entrada, os conselhos escolares. A presença de pais furiosos nas reuniões dos conselhos escolares criou uma rebelião política que se transformou num movimento nacional. E decidiu as eleições na Virgínia, a máquina democrata foi derrotada. De tal forma que o Partido Democrata nacional criou grupos de discussão e percebeu que o próprio partido iria pagar um preço altíssimo devido à obrigatoriedade da vacinação e das máscaras. Poucas semanas depois da criação destes grupos do Partido Democrata, como noticiou o “The New York Times”, levantaram a vacinação obrigatória em Nova Iorque, Baltimore, Washington, Los Angeles e São Francisco. A política tinha mudado. Disseram que a ciência tinha mudado, mas o que mudou foi a ciência política.
Portanto, a forma de combater é fazer como os pais furiosos nos conselhos escolares, resistir a todos os níveis. No livro, faço também outra analogia. Em 1989, o Muro de Berlim não caiu em direto na CNN porque o governo da Alemanha de Leste disse: “40 anos de domínio soviético, já chega. Vamos libertar as pessoas da Europa de Leste.” Caiu porque as pessoas deixaram de aceitar a tirania. [14:25] E acho que essa é a lição a retirar. Temos de resistir, precisamos de protestos em massa. Não podemos ceder no que toca a questões práticas. Não podemos ceder aos apagões energéticos. Temos de deixar de aceitar esta agenda da neutralidade carbónica do New Deal verde, temos de deixar de aceitar a agenda de controlo da liberdade de movimentos e recusar a proibição de veículos a gasolina, temos de recusar a proibição de comer carne, temos de recusar a agricultura com alto teor de iodo, temos de recusar a censura. Temos de combater isto a todos os níveis, temos de ser desafiadores, temos de exigir aos nossos políticos que mudem a narrativa e recusarmo-nos a seguir as regras deles. Conseguimos fazê-lo e já o fizemos. Já mostrámos o que podíamos conseguir com a fúria dos pais. Esse é um dos fatores fundamentais, os pais lutarem contra a tirania nas escolas, a charada da Covid, a teoria crítica da raça, a transexualidade. Isso mobilizou os pais de uma forma nunca vista. Estão a vencer a luta contra os conselhos escolares, a enviar uma mensagem, e é um efeito dominó que se estende a toda a política.
Grande Reset alimentar
JHW: Uma das manifestações mais estranhas a que assistimos até agora foi o incitamento ao consumo de insetos. Porquê esta nova loucura? Anúncios com estrelas a comer insetos. Estão a impingir isto às crianças. Há até anúncios com crianças de escola a comer batatas fritas com insetos, com proteína de insetos. Diga-nos o que está por detrás disto e qual a sua opinião.
MM: Sim, chamo a isso o grande “reset” alimentar. Falo amplamente disso no meu livro. Temos de perceber o que se passa na agricultura. Antes de falar especificamente nos insetos, vou dar a ideia geral. Em 2019, a ONU publicou um relatório sobre a agricultura onde, basicamente, afirma que a produção de alimentos é um dos grandes responsáveis pela emissão de gases de estufa, até 40%, e que era preciso alterar radicalmente a agricultura moderna. Querem atacar a agricultura de alto rendimento que, literalmente, alterou o mundo desde os anos 50 e 60, sob a tutela de Norman Borlaug. A agricultura de alto rendimento alimentou, literalmente, o mundo, impediu fomes, foi uma das maiores dádivas à Humanidade na História do nosso planeta, esta revolução da agricultura moderna. A ONU lançou a mensagem de que tínhamos de deixar de usar adubos com azoto, porque criavam óxido de azoto, um gás de estufa perigoso. Estão até a atacar a urina humana. Há uns meses, saiu um artigo na “Scientific American” onde diziam que a urina humana é um gás com efeito de estufa responsável pelo aquecimento. E dizem que temos de deixar de comer carne, pois tem demasiada proteína. Quer dizer… O nosso hálito é um poluente tóxico, porque expiramos dióxido de carbono, e agora a nossa urina é um gás com efeito de estufa. Estão a atacar os humanos. Percebe? Há uma guerra contra os humanos. Querem atacar a agricultura rica em iodo.
Carne sintética
Bill Gates… Primeiro, a POLITICO teve um artigo, e falo disto no livro, sobre o receio do monopólio chinês nos terrenos agrícolas nos EUA. Estão a “açambarcar” terrenos. Há agora investigações para ver como parar a China, porque não queremos que a China seja dona de toda a área agrícola. Mas não se preocupem. Nós acreditamos na concorrência. Bill Gates ultrapassou já a China como o maior proprietário individual de terrenos agrícolas nos EUA. Quem queremos que ganhe esta batalha? Acho que a China talvez seja melhor. Acho que prefiro a China, porque é mais difícil combater alguém como Bill Gates, que comprou os meios de comunicação, é um monopolista, é muito difícil combatê-lo. Pelo menos a China é um país estrangeiro, podemos correr com ela. É muito mais fácil do que livrarmo-nos de Bill Gates, mas pronto. Qual a agenda de Bill Gates ao comprar todos estes terrenos agrícolas? Vai ficar com um enorme poder sobre a política agrícola. O seu objetivo principal é pôr fim ao consumo de carne. E ao fazê-lo, não está necessariamente a impingir aqueles hambúrgueres vegetais processados horrorosos. Não. Está a impingir a chamada carne sintética. A carne sintética é o que obtemos ao retirar células estaminais de uma vaca ou de uma galinha e, depois, retirando sangue da placenta de fetos mortos de vitelos ou frangos. Isso fica durante meses em laboratório, suscetível a vírus e doenças, tentam mantê-lo limpo e cresce até formar uma espécie de vagem animal mutante. Depois, quando está pronta para ser transformada em carne, pegam numa impressora 3D e processam essa vagem. Tentam dar-lhe um ar autêntico. É isto que ele quer que as pessoas comam. É nisto que estão a investir milhares de milhões de dólares.
Comida de insetos
E isto é só uma parte da história. Perguntou-me sobre os insetos. A outra coisa que estão a esforçar-se por impingir, porque querem acabar com a carne, é promover o consumo de insetos em sua substituição. Há umas semanas, Stephen Colbert recebeu algumas estrelas de Hollywood no programa que defenderam o consumo de insetos em pó como fonte de proteína, que normalizaram o consumo. A Austrália acabou de introduzir, em mil escolas, “snacks” de grilo para as crianças, com o objetivo explícito de dizer às crianças para irem para casa e chatearem os pais para lhes comprarem aqueles”snacks,” porque são saudáveis, são saudáveis para o planeta, “podem salvar o planeta comendo snacks de grilos.” Diga-se que as crianças estão a comer o que parecem ser batatas fritas. É uma pasta à base de grilo a que juntam óleo, gordura, molho, sal e todos esses produtos processados e temperos. Nem se sabe bem o que estamos a comer, não sabe a insetos. Mas é uma operação psicológica para impingir este produto. O Fórum Económico Mundial, que está à frente do Great Reset, não pode incentivar mais o consumo de insetos. Impingem-no a todos os níveis, em todos os websites, em todos os vídeos, tudo para tentar normalizar o consumo de insetos como substituto da carne que já estão a banir neste momento. Já estão a tornar a carne muito cara, é esse o objetivo. Mas claro que não irão bani-la das reuniões em Davos, do Fórum Económico Mundial, das cimeiras do clima da ONU.
Restringir liberdade de locomover e viajar
Tal como iremos ter dificuldade em viajar de avião, mas o Bill Gates e os amigos dele vão viajar em aviões particulares. Vamos ter dificuldade em pagar as contas da energia e haverá apagões, mas acreditem, para pessoas como Gavin Newsom e Al Gore, não faltará energia. É assim que o sistema funciona. Comparo isto ao antigo sistema soviético. O Politburo vivia muito bem no antigo sistema soviético, mas as massas pobres não. É a última questão. Esta loucura de não podermos viajar de avião, mas as pessoas que estão a impulsionar esta agenda vão de avião para todo o lado. Aqui no Canadá, o primeiro-ministro Trudeau fez das viagens em avião privado para todo o mundo uma experiência semanal comum. As pessoas que dizem: “Temos de restringir as viagens, para bem do ambiente.” Esse é um elemento muito importante do Great Reset, os limites à nossa liberdade. Esforço-me imenso por demonstrar que os confinamentos da Covid e o confinamento climático são tão parecidos porque têm, literalmente, o mesmo objetivo. Não querem que tenhamos a liberdade de entrar num carro e viajar. A ideia principal é atacar o conceito de propriedade. O Fórum Económico Mundial questionou se devia ser permitido sermos proprietários de um carro. Andrew Yang, candidato à nomeação pelos Democratas, pediu o fim da propriedade privada de carros. Disse que precisamos de frotas de carros elétricos de aluguer, que alugamos através de uma aplicação. A Secretária dos Transportes britânica, no início do ano, disse que ter um carro era uma ideia do século XX, fora de moda.
Restringir propriedade de imóveis
E não são só os carros, é a propriedade de terras. A ONU publicou a Declaração de Vancouver, há uns anos, onde se dizia que a propriedade de terras conduz à concentração de riqueza e à desigualdade social. Portanto… A máxima “não possuirá nada e será feliz” é para levar a sério. Mas o que querem de facto dizer é “alguém irá possuir alguma coisa e não será você, será…” E estamos a ver isto acontecer. À medida que a economia afunda, as pessoas perdem o emprego. Perdem o emprego se não se vacinarem ou por causa do confinamento. Perdem os imóveis. As sociedades gestoras de investimento estão em todas as grandes cidades, a açambarcar bairros inteiros. Vemos isso acontecer na agricultura, com os agricultores desesperados devido a problemas de abastecimento, à inflação, a falir por causa de todos os confinamentos e das políticas económicas que limitam a produção. Estamos a ver isso a acontecer nos Países Baixos. Os agricultores vão à falência. Quem lhes compra as terras? A China, Bill Gates. Estamos a voltar aos servos da gleba. Em muitos casos, os agricultores podem ficar nas suas terras, depois de as perderem, e ser uma espécie de servos e trabalhar a terra para uma sociedade gestora de investimentos como a BlackRock, a Stage Street, os proprietários chineses ou até Bill Gates, quem sabe. A NBC News noticiou… Não é Bill Gates a ser trabalhador. Não é Bill Gates a trabalhar a terra. É Bill Gates a concorrer com explorações familiares, a querer comprá-las e, claro, a esmagá-las. Este é um problema muito real. E quero só acrescentar isto, é muito importante. Isto não é um aviso para algo que pode acontecer no futuro. Isto está a acontecer agora. Tudo o que eu disse são exemplos concretos do que é hoje notícia.
JHW: Está aceleradíssimo. Isto é fantástico. Sei que tem de ir já para outra entrevista. Diga às pessoas onde podem encontrá-lo e onde comprar o seu livro.
MM: Se não quiserem apoiar a Amazon, onde está disponível, e sinto-me um hipócrita a dizer isto. Escrevi um livro a dizer que a Amazon ganhou com os confinamentos, em detrimento das pequenas livrarias. Podem também comprá-lo diretamente à minha editora, a Regnery Books, podem comprá-lo na Amazon, na Barnes & Noble. Chama-se “The Great Reset: Global Elites and the Permanent Lockdown”. É um livro divertido. As primeiras críticas dizem que é divertido. Tentei que fosse uma espécie de guia. Tenho piadas de George Carlin, algumas um pouco picantes, mas ele fala de vírus. Tenho o Bill Maher, o livro abre com uma citação de Rod Serling, de “The Twilight Zone”. Este não é um livro político aborrecido. É um livro que espero que ganhe vida e vos mostre o mundo atual e explique o estão a tentar fazer.
JHW: E está em climatedepot.com. As pessoas têm de acordar. Marc, foi fantástico. Muito obrigado pelo que tem feito. Espero que possa voltar outro dia, porque há muito mais para falarmos. Deus o abençoe. Pois há. Muito obrigado. Agradeço, John-Henry. E Deus vos abençoe a todos. Até à próxima.
Olá a todos. Sou John-Henry Westen. Esperamos que tenham gostado desta entrevista. E para verem mais peças como esta, não se esqueçam de carregar no botão “Subscrever”, aqui em baixo, para acederem a todo o conteúdo mais recente de LifeSite News. Confiram os nossos links, para saberem mais, subscrevam a nossanewsletter e sigam-nos nas redes sociais, para estarem a par das mais recentes notícias sobre vida, família e cultura. Obrigado por terem ficado connosco e que Deus vos abençoe.



